sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Poema mal acabado de mim!

Minha educação não permite submissão!
Foi assim desde criancinha...
Conheço o amor e sou adepta a paixão!
Desde o dia em que me tornei mocinha...

Sou a favor das boas intenções,
Mesmo que elas me levem ao inferno.
Sou contrária às tradições,
Regras, etiqueta e o moralismo eterno.

Voto nos ideais!
Luto por utopias!
Vivo em fantasias!

Estudarei para escrever poesias.
Irei ali viver pouquinho, e volto jájá.
Pra este poema mal acabado de mim!

Barbara Teodosio

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Dialogos

Ela - O bom das datas é que são formas abstratas de guardar os momentos.
Ele - Para que guardar os momentos? Momentos não foram feitos para vivermos?
Ela - Você tem razão, é uma mania antiga esta minha de guardar tudo.
Ele - Então comece a viver os momentos e soltar tudo.
Ela - Começarei, porém entenda que manias antigas são difíceis de mudar, e tenho lembranças tão bonitas guardadas, que no momento fazem mais bem do que a vida.
Ele - É tão triste alguém cheia de vida assim perdida no passado, as lembranças podem ser bonitas, mas não cansa não ter lembranças novas?
Ela - Cansa, mas é comodo, ultimamente ando com medo da vida.
Ele - Sabia, o problema não são suas lembranças ,  mas sim seus traumas antigos.
Ela - Sim tenho medo de viver os momentos e depois ser esquecida.
Ele - Menina, esqueça esta bobagens passadas e vamos viver um pouquinho hoje!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Descanços em paz?



terça-feira, 23 de novembro de 2010

Dialogos

Ela – Se a madrugada chamasse dia, nosso tempo juntos aumentaria para 24 horas?
Ele – Acredito que o tempo continuaria o mesmo, pois madrugada e dia são só palavras.
Ela – Que pena já estava até modificando meu dicionário.
Ele – Quanta tolice, nada muda o fato das coisas passarem no tempo.
Ela – Estava pensando em te transformar em cinzas e tranca-lo dentro de uma ampulheta, assim passaria seu tempo só para mim.
Ele – Que loucura esta?
Ela – Estou somente tentando solucionar o problema de ficar sem você.
Ele – Calma será somente por uns dias.
Ela – Eu sei, serão os dias a passar que farão você partir, pois como você disse nada muda o fato das coisas passarem no tempo.

Barbara Teodosio

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Olhe o Verso!

AH Chuva adoro as sensações que você me provoca,
os arrepios e os beijos molhados...
Nesta cidade tão seca, me pergunto:
Será que cai agua suficiente pra limpar esta sujeira?

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

SORRIA

SORRIA
Estava escrito na placa daquela loja de conveniências.
Sorria pelo que enche nosso bucho.
Sorria pelo que encanta nossos olhos.
Sorria pelos remédios na farmácia.
Sorria pela auto-ajuda barata.
Sorria pelas novas tecnologias.

Sorrindo ela cortava seus impulsos incovenientes.

Barbara Teodosio

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Qual o porquê mesmo de tudo isto?

Porque se amar pagasse imposto, nós viveríamos no Brasil, (mas nós já vivemos no Brasil e já pagamos impostos demais).

Porque se divertir fosse pecado conosco seria carnaval o ano inteiro.

Porque se amigos fosse dinheiro estaríamos na cueca de algum político.

Minha maior qualidade esta nas pessoas a minha volta, e olha quanta qualidade!

Formamos um belo casal, um divertido trio, e um quarteto fantástico.

Somos muitos e famintos!

Tenho meus prediletos, mas são tantos prediletos que ser predileto já não é vantagem.

Porque se gritaria fosse música seríamos uma orquestra sinfônica.

Porque se pagar mico desse aplauso seríamos o circo de solei.

Porque se falar junto, saber o que o outro pensa só de olhar, como está seu humor só pela frase de msn fosse mágica...é somos mágicos.

Melhor somos especiais, não especiais de retardados, especiais de extraordinários.

Barbara Teodosio

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

uma historia

Por inicio estava a folha em branco e logo começaram a sujá-la as letras desta história.
Havia tanto assunto para se falar... Tantas vidas para se narrar.
Coisas sublimes de alguém sem nome que deixou todo seu dinheiro por amor a liberdade e saiu estrada à frente.
Mexericos das vizinhas sussurrados nas calçadas.
Pensamentos de amor platônico de uma estudante por seu professor escrito na ultima folha do caderno.
A superação de alguém que nasceu com algo a se superar.
Parecia que todas as histórias dignas já haviam sido contadas, e todas as indignas também.
Por inicio estava a folha em branco e logo começaram a rascunhar uma história, para o tempo passar.
 
Barbara Teodosio

domingo, 17 de outubro de 2010

OFICINA : O teatro visto da rua/cia do miolo

Hoje foi uma tarde excelente e exaustiva, e preciso assinalar que a oficina foi maravilhosa e quem tiver a oportunidade de fazer ou assistir algo da cia do miolo não deve perde-la.
Várias coisas me fizeram refletir na oficina outras me fizeram suar.
E entre as coisas que ficaram e tocaram esta foi a minha frase predileta:
" A vida acontecendo ali fora, e eu aqui fazendo este teatrinho".

sábado, 16 de outubro de 2010

Diálogos

Ele - O que foi?
Ela - Deixa pra lá, não é importante.
Ele - Conta. Afinal eu não me importo com coisas importantes.
Ela - Mas se é importante você deveria se importar, não é?
Ele - Não sei, só sei que não me importa. Agora conta.
Ela - É que eu lembrei de uma coisa, daquele dia , que você me enviou aquela música.
Ele - Ah foi isto uma lembrança.
Ela -É...uma lembrança e uma música.
Ele - Engraçado toda vez que eu escuto aquela música eu choro.
Ela - Já eu choro toda vez que eu lembro.

Barbara Teodosio

terça-feira, 12 de outubro de 2010

PROGRAMAÇÃO FESTARA


15/10-20hs30 - O Auto do amor caipira - comédia.

16/10-11h - Amores no meio fio - teatro de rua.

16/10-20hs30 - O convite de casamento - comédia.

16/10-23h30 - Makeup- Um dia de Noiva - drama.

17/10-16h - Circo de Quintal - infantil.

17/10-20hs30 - A obscena senhora D... - drama.

18/10-20hs30 - O anel de Magalhão - comédia.

19/10-20hs30 - A igreja do diabo - comédia.

20/10-20hs30 - Filhos das águas - drama.

21/10-20hs30 - Senhorita Júlia - drama.

22/10-20hs30 - Candim - poético.

23/10-20hs30 - Justine - tragicomédia.

23/10-23hs30 - Mal secreto - drama.

24/10-16h - A casa de tijolos - infantil.

24/10-20hs30 - Cachorro morto - drama.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Olhe o Verso!

Um eletro choque...
Estou em choque!
Para! choque.

Olhe o Verso!

O telefone não toca...
Não toque em mim!
Quanto lhe custa fazer uma ligação direta?

domingo, 26 de setembro de 2010

FOTOS: Experimentos Cênicos III:Nelson, Perdoa-nos por te traíres...LA PERRA





quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Pequenos Contos de Ana: À Primavorear.

À Primavorear.

 - Hoje é primavera e acabou a palhaçada! Pensava Ana com humor nos olhos.
Seios, esmalte vermelho e salto.
Ela havia se tornado uma mulher e tanta.
Completa com sua necessarie cheia de itens de segurança.
Segura mesmo banbeando pelo salão (frase ambígua).
Desejava um amor, mas com muito sexo para usar ligas com sua meia rendada.
Suas unhas compridas a defendia dos reles mortais.
Ia aos botecos "beber' e falar da filosofia politica dos olhos do moreno ao lado.
Hoje é Primavera e Ana só quer saber de primavorear.

PRIMAVOREAR: verbo que indica a ação de colorir a vida, despertar os sentidos, crescer com as flores e amar com as pessoas.

domingo, 19 de setembro de 2010

PERIGO!!! CUIDADO!!!ARTE!

PERIGO!!!

CUIDADO!!!


ARTE! não se aproxime...

depois que ela te pega não tem escapatória,

ou virará seu soldado ou carregará a culpa de um desertor.

ARTE

ARTE é o belo, o perfeito...É intenso.
Nunca serei perfeita o bastante, então, perdão.
Como posso ter a audácia de querer ser artista?
Se tenho tanto medo de me entregar em seus braços.
Se não comerei o pão que o diabo amassou!

Como posso querer escrever poesias?
Sem conhecer a rítmica.
Como posso querer ser atriz?
Sem estudar a técnica.
Como desenhar?
Sem conhecer as proporções, dimensões e os tons.

Como posso ser Julieta sendo tão egoísta?
Como posso ser Nina? com esta barriga cheia de comida!
Como posso ser Maria Farrar sem as dores e o frio?
Como posso ser Doroteia sem a angústia de ser bela?

Como posso ser artista, vivendo em pleno século XXI?
Sem cortar as orelhas.
Sem ser queimada pela inquisição.
Sem liderar uma revolução.
Sem ter uma obra censurada.

Ah ARTE, como fazer jus a tu?

Barbara Teodosio

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Boa noite

Boa noite!
Ela virou em susto, não sabia ao certo se aquele boa noite era de amor ou deboche.
Ele pronunciava estas palavras, sem saber ao certo se desejava o bem ou a noite.
Dois mistérios brincando em uma noite boa.
Ele sentiu vontade de repetir a noite.
Ela desejava repetir o boa.
Dois destinos que não se encontraram mais.
Ela sonanbula procurava aquela noite.
Ele tinha insônia após sonhos eróticos.
Dois nômades com corações de partida.

Barbara Teodosio

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Pequenos Contos de Ana: Até um dia a mais

Ana até um dia a mais

Um dia ensolarado com sonhos juvenis se apresentava a Ana.
Os seus corpos se tocaram em arrepios tímidos, disfarçaram o desejo com um bom dia.
Era proibido, seria errado, contra os princípios e valores passados por mamãe.
Ele bonito olhava em seus olhos descendo devagar até seu decote.
Ela carente mergulhava em pensamentos de desejo.
O sino bateu, a porta fechou, o ônibus chegou.
Até um dia a mais.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Pedido Amigo

Queres uma poesia?
Irei criar um personagem inspirado em você.
Um herói de verdade!
Ele terá:
A lealdade de um cavalheiro.
O encanto de um mago.
O abraço de uma mãe.
Ele falará de amor e liberdade,
enquanto sufoca seu amado com um travesseiro num motel barato.
Ao fundo tocará uma canção quente e dançante,
porém que nos permita chorar.
O final deste poema-cena, será digno de aplauso...e vaias de insensíveis corações.
Encurvarei a você sem perder seus olhos de vista,
para agradecer a todo dia que lhe tenho:
Boa Pessoa.

Barbara Teodosio

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Pequenos Contos de Ana: A história que não existiu

Ana e a História que não Existiu

Era pra ter sido o que não foi.
E acabou sendo um nada, a beleza do nada é a liberdade de não ser.
Voar é uma ideia que lhe vem a mente, uma ideia que passou, no momento há coisas mais sérias a que pensar.
Seriedade exige trabalho árduo, suor e acordar às seis horas da manhã.
Ela lê, escreve,lê, escreve, canta um refrão, lê e escreve novamente.
Mais uma peça que não sai, mais uma história que não termina, mais um personagem que não existe.
Alguém lhe pergunta: "O que foi Ana?" vagarosamente ela responde "Nada não, estava voando alto".
Morde a maçã e senta, pois lá foi mais uma história.

sábado, 4 de setembro de 2010

mais um primeiro amor

A música foi tocada em seus ouvidos de perto,
E ao longe seus pensamentos foram levados.
Sua língua contornava a boca de seu amado.
Enquanto lágrimas doces lavavam as dores do passado.


Era incompetente em jogos de amor.
Timidamente baixava seus olhos
Calando o desejo ao som de falas erradas.
Enquanto um terremoto possuía seu corpo.


Será você meu pretendente?
O que será que você pretende?
Ela estava a voar pela sua nova paixão.



Barbara Teodosio

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Clube dos Desiludidos ao Som de uma Boa Música Rabiscando Palavras de Amor Partido

Doidos de dor e loucura!
Deliramos em noites frias.
Alucinamos em dias secos.

O amor é homicida da realidade,
Suicida, este amador de óculos embaçados.
Violentando o ser amado em imagens febris de desejo.

Esquizofrenicamente:
Vemos você,
Ouvimos seus passos,
Tocamos sua pele.

Doentes hipocondríacos de amor!
Transtornados de múltiplas personalidades para melhor lhe agradar.
Obsessivos por sua face e pelo seu jeito.

Com camisas de força nos debatemos nos acolchoados deste quarto branco!
Quarto nomeado “Poesia.”.

Barbara Teodosio.

Poesia Feita para os participantes do Clube dos Desiludidos ao Som de uma Boa Música Rabiscando Palavras de Amor Partido. Eita povinho complicado este! Com tanta gente lá fora precisamos mesmo ficar com alguém que só existe aqui dentro? Bora desenbaçar os óculos, e desamarrar a camisa de força!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Coisas da paixão

Coisas da paixão, que infelizmente com o tempo passa.
É incrível como no primeiro olhar somos sempre a coisa mais bela do mundo. E nas conversas compartilhamos das mesmas opiniões, e as frases mais comuns soam com tanta originalidade e sinceridade.
O primeiro toque sempre arrepia, mesmo sendo nos cotovelos, e é bom aproveitar o gosto do primeiro beijo, pois nunca mais se repetirá.
E não há nada mais misterioso e amedrontador como a primeira noite, pelo menos para as mulheres, para os homens deve ser assim: não há nada mais esperado e desejado como a primeira noite.
No começo fomos feitos um para o outro, no meio percebemos que não é bem assim, e no fim não conseguimos entender como fomos nos apaixonar por esta pessoa tão feia, imatura e idiota.
Coisas do fim da paixão, que felizmente com o tempo passa.
E então podemos voltar ao começo.


...Suspiros são doces...
...Lágrimas salgadas...
No amor há de se aguçar o paladar!
Despertar os sentidos,
para perdê-los logo a frente.

Barbara Teodosio

domingo, 22 de agosto de 2010

Pequenos Contos de: Ana Amar Mar

Ana Amar Mar

Ela adora o mar, olhar o ir e vir das ondas e pensar que a vida é assim um eterno repetir.
Tinha de ser um mar bravo, para sentir as ondas fortes nos ombros lhe dando a sensação de lavar a alma.
Mergulhava fundo, e ao surgir na superfície seus olhos lacrimejavam.
Saia desengonçada  e leve como alguém que após meses na escuridão vê o nascer de um novo dia.
O dia que esta nascendo promete sol!

...Foi assim como ver o mar, a primeira vez que meus olhos se viram no seu olhar...

Cantarola Ana em seu chuveiro, não pode ter o mar, porém esta pronta para amar.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Pequenos Contos de: Ana Morta Viva

Ana Morta Viva

Vive correndo os dias as coisas sempre móveis, ela não consegue palpar, sente-se como se estivesse morta. Seus últimos beijos não tiveram som de sinos, sua ultima aparição não foi espetacular, sua literatura anda barata e sem revisão, sua vida parece  noticias de última hora, sua vida por ultimo.
Sempre sem tempo, sempre levando como dá, empurrando com a barriga.
Ana não gosta das coisas deste modo, para ela cada dia é uma nova possibilidade de grandiosidades, mas ultimamente é só um dia a mais.
Dentro de seu casulo conta os dias para as asas nascerem e poder voar belamente em um dia de vida.

FOTOS: Peça "Oração" Cia Os Hedonistas.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Pequenos Contos de: Ana e seu Platonismo

Ana e seu Platonismo

Tinha uma mania de amores platônicos, desde quando começou a se apaixonar era assim.
Imaginava no inicio príncipes encantados, depois sonhava com super-heróis a salvando em meio à queda do ideal passado.
Um dia inventou que um vilão a vingava matando o herói, e após tantas emoções teve um romance com um surfista em tardes de sol.
Ela teve um caso com um rock star, e com olhos irritados de flashs, passou tardes em cafés com um filósofo charmoso.
Não sabia mais o que imaginar, em meio a tantas histórias inventadas, Ana cansada só queria um pouco de realidade, um carinho e amar.

Pequenos Contos de: Ana à Primeira Vista

Ana à Primeira Vista


Ana só acreditava em amor à primeira vista, era assim olhava e já sabia, foi amor. Intimidade é algo fácil de obter, basta um sorriso sincero, algo não tão fácil de encontrar.
Ela era sensível, difícil de quebrar, porém sensível.
E de primeira ela avistou um sorriso que lhe dizia sinceramente “vem” então foi... Foi, deixou rachaduras, mas nada se quebrou, e com sua sensibilidade Ana compreendia que o amor tem destas coisas que vem e foi, mas nunca é vão.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Pequenos Contos de: Ana e Companhia

Ana e Companhia

Ana nunca está só, sempre vem acompanhada, de uma: Renata, Bárbara, Natalia,Priscila,Lais, Joisce, Helena, Patricia e lógico da Maria.
Ela necessita de complemento, dialóga com suas identidades amigas, com elas aprecia a doçura com elas engole armagura.
Elas são muitas, um pouco confusa, coisas de mulheres, tpms e hormónios.
Chora de desespero, ri de desespero, grita de desespero.
Já foi mãe da alegria e já foi orfã de amor.
Faz barulho e pede silêncio.
Ah tem seus momentos de extrema euforia melancólica.
Por ser tantas Anas no caminho, com tantas manias e gestos, é que sempre terão um conto pequeno a narrar sobre Ana.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Pequenos Contos de: Ana Má Garota

Ana Má Garota

Ana ás vezes é uma garota má. Ela tenta ter bons pensamentos, mas tem certas coisas que a tiram do sério.
Um dia uns meninos arrancaram a cabeça  e membros de suas bonecas, e enquanto ela chorava eles diziam que elas não eram gente.
Ana desejou à eles todo mal possível de se desejar.
 Pois suas bonecas eram crianças, e enquanto tentava juntar as partes em meio a lágrimas, via suas mãos ensanguentadas de sonhos desfeitos.

Pequenos Contos de: Ana e o Que se Passa em sua Cabeça?

Ana e o Que se Passa em sua Cabeça?

Ana tinha umas manias de pensar, e assim pensativa ficava horas.
Em sua cabeça passavam mil e uma besteiras.
Imaginava cada uma essa Ana!
Um dia pensou na vida, não na sua, mas na dos outros sem nome e vez, e agora ela não tira isto de sua cabeça.

domingo, 8 de agosto de 2010

Pequenos Contos de Ana: Primeiro Tombo de Amor

Primeiro Tombo de Amor

Andava tão machucada, seu joelho ralado tinha formado casquinha, ela temia outro tombo.
Contemplava sua bicicleta e o medo foi desaparecendo então veio o desejo de se aventurar, contornar a situação e desvendar seu quarteirão com o vento em seus cabelos soltos.
Porém desta vez foi sozinha, pois não confiava quando lhe diziam que não iriam soltar, recolocou as rodinhas uma atitude covarde, mas aprenderá que covardia às vezes é algo necessário.
Ana sabe que daqui a pouco arrancará as rodinhas, e levará outros tombos, a diferença é que agora Ana sabe.

Pequenos Contos de: Ana à Contar

Ana à Contar

Ana era bela, uma beleza transparente como água pura.
Ana era pequena, porém crescia a cada novo olhar.
Ana encantava com seu sorriso que cismava em teimar que a vida é alegria.
Ana desencantava ao falar verdades em voz alta. Ana era uma menina se tornando mulher, um pouco perdida e desiludida, mas que sonha e batalha no dia-a-dia.

domingo, 1 de agosto de 2010

PEÇA: Como me tornei bruta flor

Hoje foi um otimo domingo graças a esta maravilhosa peça,com bom texto, boas atrizes, cenas lindas, é bom assistir boa arte, é inspirador, eis alguns trechos do texto:



Sim, já abandonamos e abandonados fomos...
Cada posição tem seu encanto...
Digo do abandono, esse jogo gangorra de desdobramentos onde revezamos papéis...
O amor tem dessas coisas!
Tudo tão intenso e inesgotável... até que acaba...


Me liga!
mesmo para me dizer as piores coisas, para me falar de desamor, mas me liga!
Me faz sentir presente na tua vida que começa a ficar distante e a nos tornar ocasionais...
O tempo se reduz ao telefone que não toca
trazendo a tua presença que se esvai da minha vida...



Te amar me fazia companhia...te amar me botava pra dormir todas as noites e me acariciavam o coração doído...



Que morram as julietas e se afoguem as ofélias, que sarem as cassandras que há dentro de mim...Que brotem helenas, que insurjam amantes, muitas e pulsantes, de tempos distantes, me fazendo sorrir...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Autores: Leminski

Eu Queria Tanto

eu queria tanto
ser um poeta maldito
a massa sofrendo
enquanto eu profundo medito

eu queria tanto
ser um poeta social
rosto queimado
pelo hálito das multidões

em vez
olha eu aqui
pondo sal
nesta sopa rala
que mal vai dar para dois

A Lua no Cinema


A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.

Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!

Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.

A lua ficou tão triste
com aquela história de amor,
que até hoje a lua insiste:
— Amanheça, por favor!

Dança da Chuva


Senhorita chuva
Me concede a honra
Desta contra dança
E vamos sair por estes campos
O som desta chuva
Que cai sobre o teclado



Eu
quando olho nos olhos
sei quando uma pessoa
está por dentro
ou está por fora

quem esta por fora
não segura
um olhar que demora

de dentro do meu centro
este poema me olha.

Leminski é o cara, o que ele consegue fazer com as palavras...quem derá uma dia serei marginal, e deixarei de pertencer a estes mediocres!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Autores:Bruna Lombardi

ANARQUIA

Sei que depois sinto remorsos
de ser tão estupidamente mal criada
de falar tanto e ser tão atirada
uma largata tamborila nervosa
seus pesinhos em cima da mesa
me desculpe
todos os dias prometo
hei de ser mais indefesa
mais contida. Quieta como uma japonesa.
Mas de repente esta coisa desfraldada
desbocada, destemida,que eu sei
que te incomoda
explode inteira cor-de-rosa
perigosamente sulferina.
Qualquer pequena luz
pra mim é festa e me ilumina.

ALTA TENSÂO


eu gosto dos venenos mais lentos
dos cafés mais amargos
das bebidas mais fortes
e tenho
apetites vorazes
uns rapazes
que vejo
passar
eu sonho
os delírios mais soltos
e os gestos mais loucos
que há
e sinto
uns desejos vulgares
navegar por uns mares
de lá
você pode me empurrar pro precipício
não me importo com isso
eu adoro voar.

INTERJEIÇÃO


Qual é a atitude
que você está tomando, moço?
Que grito você está dando
que eu não ouço?
Que é que está adiantando
falar grosso?
Que laçõ, que fita, que farsa
que nó é esse amarrado
no pescoço?
Moço, que palhaçada, que festa
é essa? Que luz
se nos taparam o sol?
Que é que resta, que é que presta
como é que se pode nadar
no meio de tanto anzol?
E quando a corrida começa
todo mundo disparado
pisando em quem tropeça

Moço, que incongruência
um sorriso numa hora dessa

"...Bom comportamento nunca foi meu ponto forte. Minhas contradições se digladiam, Sobrevivo de um instinto que me empurra para lugares onde moças não iriam... Sou tantas, e a cada dia uma. Quero da vida todas e mais algumas, Ir fundo em todas essas personagens."

Lendo estas poesias dela, consegui me ler um pouco. Esta mulher além de bela, intensamente bela.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Em busca da poesia mal interpretada...

Fingi,
sem pretensão de ser espetacular.
Fingi,
sem medo de ser caricato.
Fingi por hábito.

Disfarçamos um rir, risos seduziram-nos!
Em meio aos flashs distraídos ficamos em uma pose escultural.
E nossa labuta sublime virou simples trato operário.
Ficamos a fazer.

Sorrindo só teremos o fingir e nos mascaramos com um pingo vermelho no nariz!
Chorando só fazemos um mentir de dores existenciais de um personagem inexistente!

E juramos vida eterna a esta arte,
e morreremos por amor arte!

E mesmo depois de morrer, continua-se a sentir.
Não deixarás de sentir, a menos... Que te joguem as imbecilidades das massas.
Mesmo assim transformaremos as tolices em algo ilustre, só para rir das banalidades, só pra chorarmos de algo maior que toda esta mediocridade.
Iremos nos convidar a experimentar por sobre tudo isto, sem simular!

Retomamos a verdade não existente de nossa fé cênica e profana.
E nossa responsabilidade de senti-la é tanta (oh verdade) - tanto que às vezes (ou sempre) até dói!
E doer já não é um mal, nesta nova interpretação:
É sentir a vida gritar contra toda a morte,
É sentir a morte lhe dizer torturas vãs.
É pedir permissão à vida pra expressa-la em salas.
É perder-se em salas vazias de dores emprestadas,
E toma-las como se fossem prozac e fluoxetina de máscaras clássicas.


Barbara Teodosio e Jvnivs Cæsar

terça-feira, 29 de junho de 2010

Minha natureza após...

Permito correr riscos só pra te alcançar.
Engulo migalhas em paralelepípedos preto e branco.
Canso, durmo e revivo em meio a palavras inexpressivas.
Após tantas secas, a poeira há de levantar!

Leio a distância posta em nosso encontro.
Contemplo a beleza estática deste caminhar.
Sinto reticências que silenciam o beijo.
Após tantos ventos, as árvores hão de inclinar!

Troco truques baratos por garantias vãs.
Blefo ter coringas em um jogo roubado.
Vicio em perder repetidas vezes por prazer.
Após tantas chuvas, algo há de florescer!

Tropeço em desejos estúpidos de querer romances trágicos.
Busco um rumo desvairado para chegar à terra perdida,
em corpos nunca dantes navegados.
Após tantas ressacas, ás águas hão de acalmar!

Barbara Teodosio

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Quando rimar for necessário

Ando por dias ruins.
Tanto que resolvi rimar.
Sentindo a maldade e os afins.
Incomodada demais pra relevar.

Esta difícil  manter a autenticidade.
Meus moinhos de ventos ficaram reais.
Aqui na Terra tem muita crueldade.
Deixarei as ilusões em varrais.

Sinto coisas e estou a pedir colo.
Talvez esteja na hora de divergir.
Procuro consolo e me embolo.
Neste repetido sentir.

Sentir talvez seje meu mal.
Nesta altura de vida adulta.
Esta na hora de comer do sal.
Olho ao redor e só vejo filhos da ...!

Barbara Teodosio

Não baixarei o nível em minhas poesias, não sempre,por hoje é o mínimo, agora que escrevi talvez consiga dormir em paz! mas estou aprendendo a dormir de olhos abertos! Por favor alguém feche meus olhos e me faça sonhar!!!

sábado, 12 de junho de 2010

Os olhos

Cansada pesam.
Apaixonada  cegam.
Dopada desbotam.
Raivosa envermelham.
Medrosa esbugalham.
Amada brilham.
Humilhada  se rebaixam.
Sorrindo se espremem.
Chorando chovem.
Dormindo fecham.
Na luz chocam.
Na insônia afundam.
Pintados falseiam-se de borboletas.
Olhando buscam o incomum, destes meus olhos entediados de banalidades.

Barbara Teodosio

Sons...

Sons soltos se cruzam e formam um tom,
e de tom em tom compõem uma nova melodia.
O silêncio no canto deixa espaço para o pensar.
O agudo da voz vem me cortar.
Contar:
Agora é silêncio, a música se foi.
Compomos algo inútil e sem sentidos.
Gostava tanto de seus gritos, gemidos e sussuros.
Agora é só meu barulho, e este não forma canção,
não entorpece,
nem me tira pra dançar.

Barbara Teodosio

sábado, 29 de maio de 2010

Amar goou

Amar goou

Beijou-me
A boca amarrou,
sáliva é líquido.

Olhou-me
Os olhos vagarram,
lágrima é líquido.

Tocou-me
Os poros suavam em febre!
suor é líquido.

Anti corpos
Amargo
Amor
A mar àgua vir a ser tão mar.

Boca seca
Ser tão
Olhos ardem
Ser tão
Corpos queimam
Ser tão

Amar salga
......ardo cê
....azedou o amar
Amargou

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Musa: Loucura

Ah! Nossa bela e idealizada Loucura
Nestes dias nos aparece como uma musa,
Porém ao mostrar tua face
Enxergamos suas marcas e cicatrizes
Percebendo o quanto és feia,
O quanto confundimos loucura com liberdade.
Desculpe, ingênuos, mas loucura não é liberdade.
Liberdade não existe e loucura é real.

Há muitas poesias sobre a Loucura.
Existem belas músicas sobre a Loucura.
E mais do que músicas e poesias, existe muita crueldade com a loucura!
Existe choque-elétrico, preconceito, discriminação,remédios, hospícios, violência, abuso, isolamento,exclusão,tortura, entre outras coisas que não foram reveladas.

O surto não é belo.
O delírio não é falso.
Os gritos são reais.
Os olhos não brilham após os remédios.
As pernas e os braços não se movem.

E há muito sofrimento.

Mas é garantido conseguimos viver mesmo sendo: ansiosos, neuróticos, psicóticos,esquizofrênicos,ciumentos, dependentes, complicados,suicidas, bêbados, depressivos, hiperativos,obsessivos, compulsivos, ou os dois juntos obsessivos compulsivos, desmemoriados, passivos, agressivos, sádicos,ninfomaníacos, anoréxicos, individualistas, melancólicos, angustiados, histéricos, tarados, assexuados...

Se você se encaixou em alguns destes diagnósticos

Parabéns você é humano!

Então lute para que as pessoas sejam tratadas humanamente.
Nós temos o direito a saúde, física, mental e social.

Barbara Teodosio, e Maria Alessandra estamos na luta...em várias, mas esta semana é luta antimaniconial!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Incomodados

Ando fazendo de um tudo para não pensar.
Porém só tenho meus pensamentos neste momento.
E eles me atormentam...

Nada me angústia tanto como ser esta menina, que faz parte dos medíocres.
Que sonha com o príncipe encantado,
que nasceu, cresceu e brincou com barbies,
que tirou boas notas, que namorou anos, que ficou por ficar.
Que faz faculdade, trabalha, pretende casar, ter filhos e fazer uma especialização.
A menina que já paga seguro, e engordou uns quilos esta semana.
Ah! e espera desesperadamente pelos feriados e sextas à noite.
As sextas à noite são libertadoras!
Mas é só chegar às 23:00horas e a liberdade grita:
Vá dormir!

Nada me incomoda tanto como minha vida.
O que realmente me incomoda são os meus problemas!
Não o fato de uma coitada ter matado a filhas às pancadas ontem.
Nem o fato de terem jogado aquela menina pela janela naquele ano passado.
E não me incomoda o fato de aviões caírem e carros capotarem e pneus furarem.
Os fatos deste jornal de hoje não me incomodam, pois nem os li.
A corrupção não me incomoda já me adaptei a ela, e a sua banalidade e falta de originalidade.

Nada me agonia mais do que este giz que risca a lousa.
Que este garfo que desliza ao prato.
Que esta cadeira que arrasta no chão.

Na verdade hoje me tortura a sua insignificante ausência.
Hoje me estressa este cansaço em meu corpo, os olhos que desejam fechar-se.
Agora me aborrece o meu individualismo e falta de sensibilidade com o mundo.
Este mundo cinza, cruel e injusto.
Que está condenado à morte pelos homens que o habitam.
Estes homens que me dão um nojo e desejo intenso.
Estes homens que são inteligentes, belos e humanos.
a humanidade não tem vez neste poema, pois esta poesia é sobre mim.
e toda a minha insignificância no mundo inteiro.

Ando fazendo de um tudo para não sentir.
Porém só tenho meus sentimentos neste momento.
E eles me atormentam...

Meus sentimentos...
Pelos que sofrem neste mundo,
Pelos que estão sós nesta multidão.
Pelas crianças que são espancadas, exploradas e arremessadas por janelas.
Pelos que viraram trapos humanos, pelos sonhos desfeitos acidentalmente.
Pelas vítimas da corrupção, pelas vítimas da falta de escolha, pelas vítimas desta vida cotidiana.
Pelo mundo que destruímos ao tomarmos banho, e andarmos de carro.
Pelos fatos deste jornal que não li.
Pela nossa insignificância.

Esta poesia como disse faz parte de mim e de tudo que me incomoda, que é semelhante ao que te incomoda, ou não.E incomodados dormiremos e acordaremos e continuaremos mediocremente nossa vida cotidiana.

PS: Sábado à noite faremos o que?

Barbara Teodosio

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Pôr-do-sol em Coloral.

Procura-se alguém para escrever,poesias lindas,
Juntos,na cama,olhando o pôr-do-sol.
O quarto é em frente aquele morro.
Lembro da lua cheia naquele morro.
Lembro de brincar naquele quarto.
Dos cuidados...
Me acompanhe até em casa?
Me leve na lua através do balançar daquela rede.

Escreveremos juntos então...
Você me pede algo alegre.
Só sinto saudade ...
E as lembranças me vem a cabeça.
E os sonhos encantados parecem ser reais.
Por que você me remete a tanta pureza?
Você diz: Pra mim você é = a felicidade.
A resposta: Você é proteção, carinho e amizade.

Os sentimentos que moram em seu coração, hoje me protegem,
de toda a aflição,
de todo descontentamento.
Contigo posso sonhar ser um conto de fadas.
Contigo só posso sonhar!
Estais confuso, ofegante e alegre... queria tocar sua alegria.
E juntos faríamos a propaganda da Colgate.
Juntos seriamos a família Doryana.
E seríamos livres como nos comerciais de absorventes.

O que os últimos tempos dizem?
Não é tão diferente como a tempos atrás.
E o que será de nossos tempos à frente...

Será mais uma caminhada até o pôr-do-sol de coloral.

Barbara Teodosio

domingo, 25 de abril de 2010

Merecem coisa melhor... Mas é o que tem pra hoje: suco de tamarindo.

Muitos amigos!
Isto é contra a realidade!
Transcende,
Eu sei... Sabemos.
Alguns bons amigos, alguns maus, porém amigos.
Íntimos amigos...
Aquela intimidade teatral pura e sem julgamentos.
Aquela intimidade teatral de briga de egos e condenações.

Amizade arte!
Amizade mar!
Amizade terra!

Amigos que sentem juntos, que ficam soltos, que moram longe.
Amigos que combinam festas, que estudam nas sextas à noite, que vão ao bar.
Amigos por coisas em comum, por nada em comum.
Amigos que nem se lembram mais... Porém uma vez amigos...um por todos!

E os amigos imaginários...

Aqueles do Bis e do suco de tamarindo,
Aos que filosofam e ao que fofocam.
Por um papo cabeça ou um momento atoa.
Dedico meus sentimentos e loucuras...

(Se você é um amigo é porque conseguiu aguentar firme a tempestade eufórica e enxergar a doce calmaria de meus sentimentos.)

Não peço muito a meus amigos.
Apenas que me cumprimentem com um abraço que represente "que bom te ver".
Desculpem os meus agudos se te dão dor de cabeça.
Por favor me mandem calar a boca, por mais que eu não cale...Nunca desistam de mim.
Com licença mas sabe aquelas gracinhas sem graça...Não foi por mal.
E se precisar peça colo, não é preciso ficar só, eu estou aqui pra isto mesmo.
Muito Obrigada por tudo.

Eu to mal e ele sabiamente diz: "Vamos dançar".
Eu dancei.
Amigos porém estamos num passo a dois.

Barbara Teodosio.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Conhecido desconhecido

Conhecido desconhecido...

Após tanta ação, tantos discursos, tudo isto.
Não me percebeu!
Não assistiu minhas cenas as improvisações.
Não escutou a música doce dos meus beijos...O som forte do desejo.
Não conseguiu apreciar a escultura única e imperfeita de minhas formas.
Não reparou
Como pôde ser tão insensível?
Ou um tapado ou um canalha?
Não conheci!

Adoraria ouvir suas histórias...
Mesmo aquelas que se repetem a cada nova mocinha.
Adoraria namorar seu personagem clichê, e com ele fazer uma comédia romântica.
Eu palhaço você farsante e os absurdos destinos!
Adoraria não me importar e ir a sua casa hoje à noite...
Conceder-te aquela dança da chuva.

Seu personagem é mistério...incógnita.
Distorcendo as palavras e significados.
Formando um som agudo que dá gastura, que corta.
Seu blues me diz tchau em deboche!
O meu papel é previsível e clássico...
A princesa que constrói castelos.
O Pierrô que faz graça para sua Colombina.
E acabo num monólogo deprimente e fatigante.

Querendo seus olhos vazios e calmos.
Desejando suas mãos posta a minhas.
Guardo estas imagens em retratos:
Sentados num chão qualquer ou escada,
Aquele toque que tentava aquecer meus braços de madrugada,
Em sua cama deitados olhando em silêncio,
Sua imagem em arte, tocando aquele rock psicodélico.

E no fim o que fica? um the end comum.
Desculpe-me nossa história foi sem emoção.
Não será um sucesso popular nem ganhará milhões em bilheterias.
Não terá importância no mundo, só no meu que é da lua.
Já no seu,
Não sei.
Meu conhecido desconhecido.

Barbara Teodosio.

sábado, 17 de abril de 2010

MUSICA: Duo Siqueira Lima

video

quinta-feira, 15 de abril de 2010

"Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros."Che Guevara

Nos nervos

Sou vira-lata, vira-lixo!
Não aprendi a fingir de morto...
Antes prefiro à morte verdadeira.
Não sei calar, quando me dá volúpias de gritar.
Faço barulho, um panelaço!
Não me pise, senão eu lato.
Não aprendi a dar à pata, mas sei mostrar os dentes!
E quando a arrogância me revela a cara,
quando o poder me mostra a força,
quando a mentira retira a máscara,
me incomoda...
Me dá nos nervos!
Eu viro a lata, remexo o lixo, cutuco a casca.


Barbara Teodosio

segunda-feira, 12 de abril de 2010

"A parte boa dos livros abertos, é que neles as pessoas podem ler suas histórias e com elas se encantar, porém estas mesmas pessoas, podem rasgar suas páginas e riscar as frases mais belas e sinceras."

domingo, 11 de abril de 2010

Um homenzinho


Era uma vez um homenzinho, tão pequeno quanto seus sentimentos, na verdade não tinha tamanho nenhum. As pessoas lhe perguntavam como era não sentir? Ele não respondia a alguém, e continuava sua caminhada sem sentidos. Como disse, ele não sentia, não sabia dos sabores nem dos cheiros. Não sabia e por isto não sofria, sofrer é para os que muito sabem, os que muito sentem. Terminarei esta história por aqui. Não vale a pena falarmos de uma vida tão sem sentido.
Barbara Teodosio
Imagem: David Blazquez
TOTALMENTE CONTRA A COISIFICAÇÃO DO HUMANO!!!

sábado, 10 de abril de 2010

História da terra e do mar

Eu sou a terra, você é o mar.
Tu sabes exatamente como sou terra!
Com minha certeza, com minha verdade.
E eu sei exatamente porque tu és mar.
É mar com sua brisa boa...Com suas pancadas avassaladoras!
...As minhas águas doces só desaguam em ti...
Meus olhos sempre invejaram suas ondas,
E as copiava tentando moldar as montanhas com os ventos,
Mas a montanha nunca teve o movimento...A vida de suas ondas.
Eu sou uma terra fértil que lhe dará bons frutos.
Que lhe dará carinho.
Que lhe dará uma sombra, um lugar de paz.
Você é um mar distante, que me dará saudade...
Me dará o mistério do horizonte.
Me dará poesia...
E sonharei com minhas águas desaguando em suas águas.
E me encantarei com esta história
Bela e delicada.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

"O maior faz de conta é acreditar nos finais felizes".

Barbara Teodosio num papo com Junior chega a esta conclusão, que não conclui nada de novo. E acreditamos em finais felizes mesmo sabendo que é tudo faz de conta...e lembrando o único fim realmente é a morte.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Brilhinho do MSN

Todo dia na espera daquele brilhinho do msn.
Hoje não é mais brilho nos olhos, porque nestas destas tecnologias, as pessoas não se olham mais, a não ser em fotos de perfís.
E poesia contenporânea é assim tem que falar de coisas atuais, mas sem sentido nenhum, o mundo atual é sem sentido mesmo.
Ainda bem que a poesia é livre das concordâncias porque nestas mudanças da língua eu estou meio perdida, e nunca fui de concordar.
Você esta ocupado agora, porém para mim parece ausente mesmo.
Desculpe li todos os seus recados, pois meus ciumes são possessivos.
Tentei te desvendar por meio das suas comunidades.
E busquei em seus depoimentos segredos íntimos que nunca me contarás.
Descobri o seu signo, time e idade, que na verdade não me diz nada. A não ser que não somos compatíveis, que somos rivais, e que a hora é errada.
Bom depois de um dia inteiro de nada, vou ficar só mais um pouquinho a esperar p brilhinho do msn.
Até o sono chegar...
Brilhou!
Mas não foi você...
Foi um alguém qualquer...
Pra falar besteiras qualquer...
Conversamos... e assim o sono veio.

Barbara Teodosio

segunda-feira, 5 de abril de 2010

FOTOS: Um dia chuvoso...pedaços de coisas antigas e empoeiradas...
















Bebedeira balanço

Entre o ir e vir do balanço,
a melancolia apodera-se do meu ser.
O vento bate em meu rosto
sussurrando o silêncio entre as palavras ditas.
O balançar é como o ninar,
acolhe-me...
Forço as pernas e a cada ida e vinda subo!
Seguro fortemente a corrente e...
Bambeio...Devaneio...
Desejo voar alto, encostar na lua.
O enjôo bate.
As correntes rangem.
E a poeira levanta sobre meus pés.
Salto no ar e sigo em zig e zag...
O tempo da brincadeira já se foi e amanhã é segunda-feira.

Barbara Teodosio

domingo, 4 de abril de 2010

Eu - Personagem.

Anseio ser outro ser, diferentemente igual a mim.
Quero transformar a intensidade deste momento em algo além...
Este momento será maior que o seu verdadeiro valor.
(Muitas coisas são maiores que o seu valor!)
É só imaginação...
Preciso experimentar um porque diferente, neste meu sentimento.
Necessito de um personagem para libertar o grito preso na garganta!
Irei dar vida a este sentimento, e mascará-lo, mentindo ser outra.
Odeio mentiras, a não ser as de faz de conta.
Faz de conta que importa!
Faz e conta esta história, bem maior...sem a simplicidade de ser real.
De ser doida!
De ser sentida!

De ser mentida!
De ser louvada!
BarbaraTeodosio