As reboladas dos dois mundos...
Seus olhos curiosos de criança era o contraposto da sua bunda empinada de adulta, e assim com irreverência no rebolado mostrava sua malícia nas pontuadas batidas da originária música.
Toda molejada formula um pedido: “O que você pode nos ensinar do lugar que você vem?”... (pausa ignorante)... O lugar... Este a qual pertenço, este lugar plaino e quadrado, mostra a clara diferença entre nós duas.
Toda endurecida formulo uma resposta: “Nada.”. Afinal meus conhecimentos apreendidos em livros filosóficos de faz de conta, em nada poderia ser útil na vida daquela menina naquele lugar tão inclinado e redondo.
Ah podemos fazer caras feias pra nos defender dos maus espíritos... Pois estas coisas ruins têm em todos os lugares!
Barbara Teodosio
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Conto: Vida passante no lavar das roupas...
Vida passante no lavar das roupas...
Resolverá deixar as roupas sujas. Para pensar um pouco nos anos passados, coisa que não fazia à tempos...Então em um surto revelador deu-se conta da vida passante.
Ali apoiada nas paredes de barro com olhos secos de horizontes, só enxergava o chão preso a seus pés. Seus lábios não sentiam sede, estavam rachados de espera. Sua pele ainda era sensível as dores, as punhaladas dadas ao acaso, só sentia a vida pelos desgostos... Sentiu pena de si...
Lembrou-se das roupas sujas, ali jogadas e fedidas de suor, tinha que terminar de lavá-las, para depois suar em seu trabalho digno e integro de miserável brasileira, e assim poder ganhar sua cesta de fome.
Era um dia quente, assim como todos os dias, perfeito para as roupas secarem, concluiu ela, e parar pra pensar não é algo que caiba mais em sua vida, afinal geladeira vazia cria vazios maiores que os da alma.
Pegou suas roupas desbotadas e as pendurou no varal de arame farpado do quintal realista da pobreza da vida.
Barbara Teodosio
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Autores: Mario Quintana
Mentiras
Lili vive no mundo do Faz de Conta... Faz de conta que istó é um avião. Zzzzuuu...Depois aterissou em piquê e virou trem. Tuc tuc tuc tuc... entrou pelo túnel, chispando. Mas debaixo da mesa havia bandidos. Pum! Pum! Pum! O trem descarrilou. e o mocinho? Onde é que está o mocinho? Meu Deus! Onde é que está o mocinho?! No auge da confusão, levaram Lili para a cama, à força. e o trem ficou tristemente derribado no chão, fazendo de conta mesmo que era uma lata de sardinha.
Mario Quintana
Lili vive no mundo do Faz de Conta... Faz de conta que istó é um avião. Zzzzuuu...Depois aterissou em piquê e virou trem. Tuc tuc tuc tuc... entrou pelo túnel, chispando. Mas debaixo da mesa havia bandidos. Pum! Pum! Pum! O trem descarrilou. e o mocinho? Onde é que está o mocinho? Meu Deus! Onde é que está o mocinho?! No auge da confusão, levaram Lili para a cama, à força. e o trem ficou tristemente derribado no chão, fazendo de conta mesmo que era uma lata de sardinha.
Mario Quintana
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Pequenos Contos de: Ana das Mãos Aos Pés
O destino marcou suas mãos, dizia a cigana a Ana, naquele fim de tarde.
Porém os pés, assim pensava Ana, eles eram livres ao acaso.
Decidirá amputar as mãos que cismavam em agarrar as coisas destinadas;
e sair descalça correndo por entre os pedregulhos das possibilidades, calejando sua nova e pura carne.
Barbara Teodosio
Porém os pés, assim pensava Ana, eles eram livres ao acaso.
Decidirá amputar as mãos que cismavam em agarrar as coisas destinadas;
e sair descalça correndo por entre os pedregulhos das possibilidades, calejando sua nova e pura carne.
Barbara Teodosio
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Poema mal acabado de mim!
Minha educação não permite submissão!
Foi assim desde criancinha...
Conheço o amor e sou adepta a paixão!
Desde o dia em que me tornei mocinha...
Sou a favor das boas intenções,
Mesmo que elas me levem ao inferno.
Sou contrária às tradições,
Regras, etiqueta e o moralismo eterno.
Voto nos ideais!
Luto por utopias!
Vivo em fantasias!
Estudarei para escrever poesias.
Irei ali viver pouquinho, e volto jájá.
Pra este poema mal acabado de mim!
Barbara Teodosio
Foi assim desde criancinha...
Conheço o amor e sou adepta a paixão!
Desde o dia em que me tornei mocinha...
Sou a favor das boas intenções,
Mesmo que elas me levem ao inferno.
Sou contrária às tradições,
Regras, etiqueta e o moralismo eterno.
Voto nos ideais!
Luto por utopias!
Vivo em fantasias!
Estudarei para escrever poesias.
Irei ali viver pouquinho, e volto jájá.
Pra este poema mal acabado de mim!
Barbara Teodosio
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Dialogos
Ela - O bom das datas é que são formas abstratas de guardar os momentos.
Ele - Para que guardar os momentos? Momentos não foram feitos para vivermos?
Ela - Você tem razão, é uma mania antiga esta minha de guardar tudo.
Ele - Então comece a viver os momentos e soltar tudo.
Ela - Começarei, porém entenda que manias antigas são difíceis de mudar, e tenho lembranças tão bonitas guardadas, que no momento fazem mais bem do que a vida.
Ele - É tão triste alguém cheia de vida assim perdida no passado, as lembranças podem ser bonitas, mas não cansa não ter lembranças novas?
Ela - Cansa, mas é comodo, ultimamente ando com medo da vida.
Ele - Sabia, o problema não são suas lembranças , mas sim seus traumas antigos.
Ela - Sim tenho medo de viver os momentos e depois ser esquecida.
Ele - Menina, esqueça esta bobagens passadas e vamos viver um pouquinho hoje!
Ele - Para que guardar os momentos? Momentos não foram feitos para vivermos?
Ela - Você tem razão, é uma mania antiga esta minha de guardar tudo.
Ele - Então comece a viver os momentos e soltar tudo.
Ela - Começarei, porém entenda que manias antigas são difíceis de mudar, e tenho lembranças tão bonitas guardadas, que no momento fazem mais bem do que a vida.
Ele - É tão triste alguém cheia de vida assim perdida no passado, as lembranças podem ser bonitas, mas não cansa não ter lembranças novas?
Ela - Cansa, mas é comodo, ultimamente ando com medo da vida.
Ele - Sabia, o problema não são suas lembranças , mas sim seus traumas antigos.
Ela - Sim tenho medo de viver os momentos e depois ser esquecida.
Ele - Menina, esqueça esta bobagens passadas e vamos viver um pouquinho hoje!
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Dialogos
Ela – Se a madrugada chamasse dia, nosso tempo juntos aumentaria para 24 horas?
Ele – Acredito que o tempo continuaria o mesmo, pois madrugada e dia são só palavras.
Ela – Que pena já estava até modificando meu dicionário.
Ele – Quanta tolice, nada muda o fato das coisas passarem no tempo.
Ela – Estava pensando em te transformar em cinzas e tranca-lo dentro de uma ampulheta, assim passaria seu tempo só para mim.
Ele – Que loucura esta?
Ela – Estou somente tentando solucionar o problema de ficar sem você.
Ele – Calma será somente por uns dias.
Ela – Eu sei, serão os dias a passar que farão você partir, pois como você disse nada muda o fato das coisas passarem no tempo.
Barbara Teodosio
Ele – Acredito que o tempo continuaria o mesmo, pois madrugada e dia são só palavras.
Ela – Que pena já estava até modificando meu dicionário.
Ele – Quanta tolice, nada muda o fato das coisas passarem no tempo.
Ela – Estava pensando em te transformar em cinzas e tranca-lo dentro de uma ampulheta, assim passaria seu tempo só para mim.
Ele – Que loucura esta?
Ela – Estou somente tentando solucionar o problema de ficar sem você.
Ele – Calma será somente por uns dias.
Ela – Eu sei, serão os dias a passar que farão você partir, pois como você disse nada muda o fato das coisas passarem no tempo.
Barbara Teodosio
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