segunda-feira, 30 de maio de 2011

Humor

Após um momento de lezera ontem a noite eu e uma colega começamos a criar umas piadinhas com os skinheads e este foi o resultado:

Ele é tão skinhead que comprou um gatinho fofissímo da raça sphynx.
Ele é tão skinhead que não curte hip hop porque ela é dança de rua.
Ele é tão skinhead que foi chamado pra estrelar a propaganda das ceras veet.
Ele é tão skinhead que colocou fogo na lixeira porque ela era lixeira de rua.
Ele é tão skinhead que raspou a cabeça debaixo.
Ele é tão skinhead que matou uma formiguinha queimada porque ela andava com uma joaninha.
Ele é tão skinhead que grafitou no seu quarto um Emo careca.
Ele é tão skinhead que tem um poster do Vin Diesel.
Ele é tão skinhead que quando desconfiou da sua sexualidade começou a se socar, e gostou.
Ele é tão skinhead que após ler estas piadinhas foi chorando atrás de sua mãe e coleguinhas pra me pegar na hora da saída...ih me ferrei!

Se alguém quiser sugerir algo mais,vamos fazer um aplicativo no face depois, e que nenhum skinhead saiba o meu endereço.


Créditos a Nandara Sakamoto que me ajudou com uma (ainda a mais sem graça, mas ela vai ser a mente criadora do aplicativo e é minha maior estimuladora)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

com ímpetos de abraçar quem não se encontra.
De dar cuidados a quem já muito cuidou.
Colocar no colo,
fazer cafune,
limpar o choro.
Fico neste fazer nada,
pois,  não há nada a fazer.
- Se cuide, porque eu te amo!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Luta Antimaniconial

Minha contribuição com a luta antimaniconial ultimamente tem sido não enlouquecer.Sou uma a menos.
Para os hospitais que ganham por “vaga-louco” talvez isto não tenha sido tão bom, pois,
poderia ser um a mais.
Não enlouquecer em um mundo como o nosso não é algo muito normal, e esta conclusão não é nada genial e muito menos original e isto é saudável,porque ser genial e original é um grande sintoma de loucura.
É... dá vontade de rasgar dinheiro quando sabemos que ele compra pessoas.
Dá vontade de sair pelado pela rua quando descobrimos que nossas roupas são feitas por trabalho escravo de crianças.
Dá vontade de bater, melhor matar, os políticos por puro preconceito contra a classe.
Dá vontade de construir um mundo melhor na nossa imaginação e falar com Deus cara a cara como um grande camarada.
Dá vontade de ser Napoleão Bonaparte, Jesus Cristo e o escambau! Só pra deixar de ser a gente.
Pena que a loucura não é algo assim de desejar porque depois de rasgar dinheiro, sair pelado pela rua, bater e matar políticos e ainda trocar uma idéia com Deus, você é trancado, jogado, dopado e fica babando por ai, e vamos combinar babar é tão feio!
Barbara Teodosio

domingo, 15 de maio de 2011

Acenou...
( Excito?
 Invisto?
Hesito?)
tchau...
assim devagar se esvai
toda a possibilidade de um:
- Como vai?

sábado, 7 de maio de 2011

Ela não escrevia mais poesias, o que não era ruim, pois escrevia mal!
Ela fazia uma sopa rala todas às noites de frio pra que não resfriasse.
Nas noites de calor ela dormia nua espalhada por toda a cama, enrolada num lençol.
Todo o dia tinha tarefa, e nos finais de semana ia balançar na praça, pois aqui não tem mar.
Abraçava travesseiros,
Tomava banhos de mangueira,
Sonhava com amigos distantes,
Olhava a lua.
Era assim, como toda pessoa só.

Barbara Teodosio

Ás vezes...

 ...às vezes palha, às vezes aço....
Após um tombo me desfaço!
Virou uma estrela em queda livre.
...Ás vezes baila, ás vezes rima...
Olha o mundo todo por cima!
Logo sabe que irá cair,
...Às vezes um á, às vezes um triz...
Foi chamada de meretriz!
Falas duras em frases sutis.

Barbara Teodosio

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Tem dias em que não esta tudo bem,
mas dizemos que esta,
pra ver se fica.
Ninguém fica quando não esta.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Porque escrever?



Porque escrever?
Porque a minha arte é da palavra, verbo vivo, coisas escritas para serem ditas.
Pelas coisas das quais vejo e muitos desviam o olhar.
Por dar ouvidos aos que não tem voz.
É que as frases ficam matutando aqui dentro, sabe?
Por que meu nariz sangra em dias quentes, minha cabeça dói por conta do barulho, e vomito nos dias de crueldade.
E os fatos teimam em me visitar após os acontecimentos nas madrugadas, nos dias de tédio e no horário de almoço.
É que falo demais! e há tanto pra ser dito:
Como as lembranças daquela vez em que passeava em círculos enquanto minha mãe alucinava ver Deus.
Contar a história da menina órfã que era devolvida como um brinquedo estragado após passar fim de semanas em casas estranhas.
Pra rir da ironia da vida, quando a pessoa que se oferece para segurar teu suco enquanto você pega o dinheiro pra pagar o ônibus não tem um dos braços.
Pra narrar um sonho juvenil de sábados encantados, acreditar no amor verdadeiro e todo este bláblá de sonhos.
Talvez porque não tenha autocrítica, talvez por inveja dos grandes poetas, ou por não ter um diário.
Por ter sido contaminada pelas aulas de filosofia e marxismo.
Escrever ajuda a respirar melhor, abre os poros, elimina as impurezas e preenche aquele vazio.
Porque eu fui alfabetizada e muitos não!

Barbara Teodosio

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Autores: Hilda Hilst

Tô Só

Vamo brincá de ficá bestando e fazê um cafuné no outro e sonhá que a gente enricô e fomos todos morar nos Alpes Suíços e tamo lá só enchendo a cara e só zoiando? Vamo brincá que o Brasil deu certo e que todo mundo tá mijando a céu aberto, num festival de povão e dotô? Vamo brincá que a peste passô, que o HIV foi bombardeado com beagacês, e que tá todo mundo de novo namorando? Vamo brincá de morrê, porque a gente não morre mais e tamo sentindo saudade até de adoecê? E há escola e comida pra todos e há dentes na boca das gentes e dentes a mais, até nos pentes? E que os humanos não comem mais os animais, e há leões lambendo os pés dos bebês e leoas babás? E que a alma é de uma terceira matéria, uma quântica quimera, e alguém lá no céu descobriu que a gente não vai mais pro beleléu? E que não há mais carros, só asas e barcos, e que a poesia viceja e grassa como grama (como diz o abade), e é porreta ser poeta no Planeta? Vamo brincá
de teta
de azul
de berimbau
de doutora em letras?
E de luar? Que é aquilo de vestir um véu todo irisado e rodar, rodar...
Vamo brincá de pinel? Que é isso de ficá loco e cortá a garganta dos otro?
Vamo brincá de ninho? E de poesia de amor?
nave
ave
moinho
e tudo mais serei
para que seja leve
meu passo
em vosso caminho.
Vamo brincá de autista? Que é isso de se fechá no mundão de gente e nunca mais ser cronista? Bom-dia, leitor. Tô brincando de ilha.

após assistir a peça "Hilda Hilst, o espirito da coisa" Samadhi Produções
Atriz maravilhosa, cenário incrível e texto feito a partir da vida e obra desta excelente poeta!!!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Felicidade

   No fim da tarde, os últimos raios de sol clareavam as gotas da chuva que rabiscavam linhas coloridas no céu, e lá no alto ouvindo o claro som do nada, ela enchia os pulmões de nuvens doce. 

  Tinha asas nos pés e segurava balões coloridos, mastigava chicletes de beijos meigos, enquanto brincava de esconde-esconde com sonhos infantis.

 Sentia-se plena, simples e feliz.


Barbara Teodosio