Você trabalha com o que?
Eu não trabalho,
eu brinco com sonhos!
terça-feira, 2 de agosto de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Fome de gosto
Que gosto tem isto?
Parece chourisso!
Me dá um pedaço,
uma mordida,
uma lambida?
Tem gosto de quê?
Dá dor de barriga?
É quente?
Deixa a lingua dormente,
amarra a boca da gente?
é pavê! mas eu quero comê
Barbara Teodosio
terça-feira, 26 de julho de 2011
Momentos Parados
Momentos Parados
Dá pra perceber que o tempo passou,
Dá pra perceber que o tempo passou,
Pelos olhos que perderam a inocência
Pelo sossego que não esta mais.
A desconfiança que paira no ar.
Não tem mais espaço pros bicos,
Nem motivo pra fazer careta!
Cada dia se segue pro fim
Das coisas e dos dias.
Lembrei porque sorri naquele dia
E o porquê da minha cara de brava.
Aquela louca mania de pegar no meu nariz
Aquela estranha obrigação de pegar em seu pé!
São fotos sem fatos,
momentos parados!
sábado, 16 de julho de 2011
Pequenos Contos de: Ana e a Saudade
Ana experimenta saudades todos os dias, em horas diversas, saudade quando acorda de manhã e não é pra ir à escola. Saudade quando chega domingo e não é dia de praia, nem dia de missa, é dia de ensaio e lembra-se das peças passadas e bate uma saudade! Quando sai Ana se lembra da época que andava a pé e comprava salgadinho na farmácia, da época que sair era ficar na fossa de madrugada e ficar na fossa era algo bom. Ana conhece saudade desde pequena quando por sentir falta de alguém parou de comer, hoje Ana sente falta de tanta gente, aquelas pessoas boas de estar perto, fecha os olhos e pensa nos abraços e vê o quanto esta livre, lembra dos sorrisos e percebe o quanto perdeu a graça, sonha com os beijos e nota o quanto anda sem sal. Ah Ana para de ver estas fotos e vá tirar umas novas, pra poder lembrar amanhã e sentir uma saudade!
quinta-feira, 30 de junho de 2011
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Na doença e na saúde
Na doença e na saúde
(ela esta em frente a uma penteadeira antiga, esta de costas e o publico vê seu rosto por meio ao reflexo do espelho, ela passa um batom vermelho nos lábios, se perfuma e o perfume impregna a sala.).
(Jura doce como uma virgem recatada) Prometi fidelidade em pensamento. Entreguei-te meus pertences. Confecei-te minhas taras. Fiz sua comida predileta e pus a mesa sobre aquela toalha branca de renda que pertencia a sua adorada mãe. Jurei amor eterno, puro e belo. Amo-te, Sim, Na doença e na saúde. (repete) na doença e na saúde, na doença e na saúde... (grita como uma louca e traída e feroz) Perdão!
(Confessa como uma vilã de um filme de ação barato) Perdoe-me, mas sim sempre torci pela doença, para atacar-te uma moléstia, para necessitar-te de meus cuidados, para me entregar sua vida, entende assim não precisarias sair de casa, não olharias outras moças nas ruas, não lhe dividiria com o trabalho, não poderias querer e desejar algo que não fosse eu, sua vida em minhas mãos, sua vida seria bem tratada em minhas mãos. Com a doença ele morria para o mundo.
(Admira a beleza do seu amado até chegar ao gozo) Tranquei-te em casa, deixe-te sem comida, ficaste fraco, era tão belo fraco, sua boca seca e branca, adoeceste aos poucos, seus olhos perdendo o brilho, seus lamentos e juras desesperadas por mim, era tão sincero nas súplicas, gozava em meio aos seus gemidos de dor.
(Fofoca como uma velha varrendo a calçada) As visitas eram o único tormento, estavas doente e a presença das outras pessoas poderia te contaminar, por isso não as deixava entrar em nosso quarto, arrumava os lençois brancos de algodão.
(com cuidados de uma mãe amorosa) Suavas frio, e eu quente lhe acomodava entre os travesseiros.Já não reclamavas, já não gritavas, e no último suspiro eu estive presente, fui a última imagem a veres, nosso segundo mais sincero de amor.
(Arrependida como uma menina mimada que quebra a maquiagem de sua mãe) Nunca desejei sua morte, mas se este foi preço a pagar por nosso amor sublime. Esta pago.
(Com um tom de tristeza entediada) Mas a vida não tem mais graça, o cheiro começa a empregnar o quarto, e a loucura me bate a porta, bela e livre, bate a porta. E me diz ao pé do ouvido vem, e sinto te trair ao me entregar a ela, por isso escolho a morte.
(Eufórica e compulsiva como um gordo que devora uma torata de chocolate) Morro agora mais ainda um pouco a cada dia, morte de dor da sua partida... Mal digo a doença que antes bem dizia, me culpo pelos dias que por ela torcia, ela que te manteve comigo por muito tempo e o tempo todo, hoje te levou de mim pra um tempo que eu desconhecia. Tem dor, dor sem amor de ter, dor de ver a cama vazia, vazia de você e isso me esvazia. E tomada por essa infecção de falta sua, sem mais ilusão me entrego ao que te foi prometido, amar-te-ei na saúde e na doença na alegria e na tristeza ate que a morte nos eternize dois em um só. Morro pro mundo aonde você não mais esta vou à procura de ti por um caminho desconhecido.
(E ao som de um tango segue seu caminho até que a morte os uma)
Barbara Teodósio e Renata Carvalho inspiradas no universo Rodriguiano.
domingo, 19 de junho de 2011
Há muito pouco sobre o mundo na primeira página.
Os mesmos nomes,
as mesmas notícias.
O que me comove é a menina que se vende nos classificados!
Triste será seu fim nas páginas policias.
Barbara Teodosio
Os mesmos nomes,
as mesmas notícias.
O que me comove é a menina que se vende nos classificados!
Triste será seu fim nas páginas policias.
Barbara Teodosio
sábado, 18 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
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